quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Biotecnologia pode diminuir emissão de CO2 em 2,5 bilhões de toneladas por ano


Planta piloto de uma indústira de bioetanol feito de palha de trigo em Kalundborg, na Dinamarca.

BAGSVÆRD - A biotecnologia industrial tem um potencial de redução da emissão de carbono de até 2,5 bilhões de toneladas por ano até 2030, o que corresponde a 5% das emissões mundiais em 2008. Esta é a conclusão de um estudo feito pela ONG ambiental WWF em parceria com uma das maiores indústrias biotecnológicas do mundo, a Novozymes. "No mundo todo, os cientistas mais importantes concordam que não podemos mais ficar esperando que novas tecnologias sejam inventadas. Temos que começar imediatamente e usando as tecnologias que já existem e desenvolver outras. A biotecnologia já está ao alcance das mãos, está pronta e funciona", disse Pedro Luiz Fernandes, presidente da Novozymes Latin America, unidade da companhia dinamarquesa instalada no Brasil.

A Novozymes é uma das empresas que fazem parte do Climate Consortium Denmark (Consórcio Dinamarquês para o Clima), uma parceria público-privada que envolve o governo da Dinamarca e organizações de empresas. O Consórcio foi fundado no início de 2008 para difundir nacional e internacionalmente os conhecimentos das tecnologias limpas desenvolvidas naquele país. Mais de 20% da energia elétrica consumida na Dinamarca, por exemplo, provém do vento.

O assessor de imprensa em 2010

Neste artigo o autor coloca uma questão como obrigação dos jornalistas assessores de imprensa, setor ao qual ele mesmo pertence. Como jornalista e assessor de imprensa, também reconheço a importância do assunto. Mas aproveito para dizer que essa é uma obrigação universal, sem fronteiras profissionais. Posso dizer, de boca cheia, que faço minha parte tirando o meu carro da garagem muito pouco, indo trabalhar de bicicleta. Difícil fazer as pessoas entenderem a minha intenção e a do autor aqui publicado. O que mais me preocupa é: quantas pessoas se preocupam em ler alguma coisa nesse país? Ótimo artigo. Aproveite e leia, repasse, republique.

Rodrigo Capella*

Boa parte dos americanos (41%) acredita que o aquecimento global é noticiado de forma exagerada pela imprensa. Esse número vem crescendo ano a ano. Em 2008, era de 35%; em 2007 de 33%. O estudo do Gallup – infelizmente, não há nada tão completo no Brasil - constatou também que a maior preocupação ambiental da população é em relação à poluição da água potável (84%). A contaminação do ar (76%) aparece apenas na sexta posição, seguida pelo desmatamento florestal (68%).

No estudo, também são citados desmatamento florestal e extinção de plantas e animais, entre tantos outros tópicos e análises. Apesar da consciência, a maioria dos americanos (60%) ainda não acredita que os problemas ambientais podem causar sérios riscos ao longo da vida.

Será que não? Será que as notícias publicadas pela mídia são realmente exageradas? Será que todos estão a salvo? Não, não estamos! Algo realmente precisa ser feito – o quanto antes! E o assessor de imprensa tem um papel fundamental neste contexto. Em tempos de social media press release, pensar em como usar e de que forma as tecnologias, faz-se cada vez mais necessário. Afinal, temos que evitar desperdício. E esse será o principal desafio dos comunicadores no próximo ano!

Durante 2009, muito se falou sobre RSS, buzz, podcast, tags, otimização de site, social media, SEO... Palavras e expressões tecnológicas que, ao longo do ano, ganharam proporções gigantescas e aumentaram as preocupações com o meio ambiente.

Você sabia, por exemplo, que, segundo especialistas, um computador ligado durante uma hora por dia consome cerca de 5,0 kwh/mês? Em um ano, esse número chega a 60 kwh e contribui para a emissão de quase 20 quilos de CO2 na atmosfera, o equivalente a um carro que percorre 120 km.

E mais: um estudo da 1E Ltda e da Alliance to Save Energy comprovou que se todos os computadores do mundo fossem desligados por apenas uma noite, haveria energia suficiente para iluminar o Empire State Building por mais de 30 dias.

Esses exemplos preocupam. Mas, há uma luz no fim do túnel, principalmente no exterior. O Good Guide, que ainda está em beta, nasceu para ajudar as pessoas a encontrarem produtos seguros, saudáveis e verdes. Cada produto tem uma pontuação para Health, Environment e Society. A média dessas três pontuações forma o GoodGuide Rating, que define a posição do produto no ranking de busca. Genial! Na mesma linha, o No Impact Project ajuda os cidadãos a terem uma melhor qualidade de vida e propicia o engajamento ecológico e sustentável. Visite!

E você, o que está fazendo em relação ao meio ambiente? É o momento de parar e pensar. De usar o Twitter e todas as ferramentas digitais em prol de projetos como o Good Guide e No Impact Project. E por que não de ter iniciativa própria?

Pense nisso e coloque o meio ambiente no seu plano de metas e ações para 2010!

* Rodrigo Capella é assessor de imprensa desde 2002. Formado em Jornalismo pela Umesp, é pós-graduado em jornalismo institucional pela PUC-SP. Autor de vários livros, entre eles “Assessor de Imprensa – fonte qualificada para uma boa notícia”. Atualmente, trabalha na FirstCom Comunicação, onde atende principalmente contas de tecnologia.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Pedalar em Curitiba: esporte radical

Pedalar em Curitiba: esporte radical

Comecei uma série de vídeos sobre o dia-a-dia de um ciclista em Curitiba. Assista o primeiro clicando aqui.

sábado, 28 de novembro de 2009

Copenhagen: paradise of bikes

I went to Denmark and met all that infrastructure for bikes installed by local government. When I came back to Brazil I felt shame on so called "brazilian ecological capital" Curitiba, where I live. Our government definetly seems to avoid that important issue here.

For those who are not using being respected as a cyclist or pedestrian, visiting Copenhagen is an unforgetable experience. There are amazing scenes of mutual respect: bike lanes with traffic lights especially dedicated and careful drivers paying attention. Really impressive. Bikes thronging everywhere, locked or not. It's passionating and romantic the way how bikes are found. After midnight they are dropped to the ground by the strong scandinavian wind and remain around like abandoned stuff

Elegance is another interesting aspect of danish people on two wheels. Someone said all you find in Denmark is fish and beautiful women because of scarce natural resources. At a glance it could be right. As a matter of fact both men and women ride gracefully and naturally as they were born bike and body together. Ladies face cold and wind on their scarfs and skirts. Each one on their own style, sport or classic, people take bikes as part or their outfits. Considerable part of society incorporated that sustainable, cheap and independent way of transport onto everyday life. Around 38% of Copenhagen inhabitants use bikes. According to my little research, after problems with congestions, the municipality made huge investments to provide bicycle infrasctructure.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Copenhague: paraíso das bicicletas



Estive na Dinamarca e pude conhecer a estrutura que o governo de lá propicia para os ciclistas. Mas, vendo aquilo de perto, dá vergonha de morar em um país que pouco se importa com isso, que não investe nada nesse meio de transporte. A impressão que dá é que somos um blefe, uma cópia barata, feita na China. Para quem não está acostumado a ser respeitado como pedestre ou ciclista, visitar a capital dinamarquesa é uma experiência inesquecível. Em Copenhague, vemos cenas chocantes de respeito mútuo: são ciclofaixas com semáforos especiais e um cuidado enorme dos carros para não passar em cima das magrelas e dos pedestres. Realmente impressionante. Bicicletas se acumulam nas calçadas, por toda parte, com ou sem cadeado. Muitas vezes não estão atadas a paraciclos, mas simplesmente com um cadeado na roda, estacionadas e apoiadas com o velho e bom "pezinho". Chega a ser apaixonante, romântico, a maneira como essas bicicletas são encontradas pela cidade. De madrugada o vento forte da escandinávia se abate sobre elas e as derruba. Ali elas permanecem até o momento em que os seus donos, baladeiros ou trabalhadores da noite, as tomam de volta para ir para casa. Outro aspecto interessante dos ciclistas dinamarqueses é a elegância sobre duas rodas.



Alguém me disse que a Dinamarca era um país rico, mas pequeno, sem muitos recursos naturais, e que lá havia só peixe e mulher bonita. Essa verdade é quase absoluta. Não só as mulheres, mas todos são muito elegantes. Sobre a magrela, as esbeltas e loiras dinamarquesas pedalam graciosamente, naturalmente, como se tivessem nascido junto com as bikes. Com seus cachecóis, e muitas vezes usando saias, elas não têm medo do frio e do vento. Cada qual com seu estilo, esportivas ou clássicas, as mulheres parecem tomar as bicicletas como parte da roupa. É uma bela fatia da sociedade que incorporou o meio de transporte barato, independente e sustentável, ao seu dia-a-dia. Em torno de 38% da população de Copenhague as utiliza. Segundo eu pude apurar, depois que a cidade teve sérios problemas de congestionamento o poder público investiu pesadamente na infraestrutura para ciclistas. As ciclofaixas são amplas e bem sinalizadas e há semáforos exclusivos. O hotel onde fiquei hospedado mantém um paraciclo à porta, com meia dúzia de bikes para alugar.